Na primeira temporada de Community o grupo quase nunca tá junto. Os episódios seguem os personagens divididos em duplas ou trios em tramas paralelas, e eles se juntam geralmente no início ou no fim do episódio na sala de estudos.

Conforme a série foi passando, as tramas começaram a ser mais sobre momentos em que o grupo tá junto. Na primeira temporada a série era sobre um grupo de pessoas que se reunia eventualmente pra por o papo em dia, mas já na segunda temporada é sobre um grupo de amigos que vive essa experiencia de estudar em Greendale juntos.

Eu ainda não cheguei na terceira temporada dessa revisão, mas eu sei que é a partir dela que a série começa a explorar o quanto o grupo se colocou à parte da realidade e como isso pode resultar numa amizade que não é muito saudável. Mas é bom estar com esse grupo. Community sabe muito bem como fazer esse pessoal se divertir quando tá junto.

A abertura de United States of Tara

Minha mãe tá assistindo United States of Tara (que finalmente chegou ao streaming, pelo Prime Video) e eu lembrei que a abertura das duas primeiras temporadas é a minha abertura favorita de série de TV.

Meu episódio favorito da segunda temporada de Community sempre foi “Cooperative Calligraphy”, aquele episódio que eles ficam presos na sala de estudos porque alguém roubou a caneta roxa da Annie. É genial.

Ele ainda é meu episódio favorito da temporada, mas tem muitos episódios que eu tô gostando bem mais nessa revisão. Agora eu tô no “Critical Film Studies”, em que o Jeff prepara uma festa de aniversário com temática do Pulp Fiction, mas o Abed convida ele pra um jantar… que também é uma referência a outro filme. É genial esse episódio. Eu sempre achei ele menor porque fica entre outros episódios temáticos da temporada, mas o jeito como ele vai de Meu Jantar com André pra Pulp Fiction e volta é incrível.

A noite tardia

Miriam Leitão, G1:

Hoje vejo o irremediável da vida. Volto para pegar o último pertence que deixei para trás e entender, mais uma vez, o que ela tentou me dizer. Eu tinha esquecido a simples verdade de que o mundo dá voltas e, por ser assim, em volteios e redemoinhos chega-se, às vezes, ao ponto inicial. Eu penso: como recomeçar se já não tenho mais o brilho dos seus olhos e aqueles sonhos que sonhamos juntos e a certeza de que havia um longo caminho à frente, mas nele seríamos donos do nosso destino.

Destino já destinado, voltamos. Falta pouco tempo agora. É preciso recolher velhos pertences, antigas certezas mas ter mais pressa. Tenho para mim que quando anoitece no amanhecer das vidas pode-se esperar a aurora, porque tempo, tempo haverá. Mas, a noite tardia tem mais assombrações. Na travessia da primeira noite, apenas intuíamos os riscos. Hoje sabemos onde moram os fantasmas.

Logo a Miriam, que já suportou tanto, tentando nos mostrar com um texto delicado e pessoal assim aquilo que ela sofreu e o que está sofrendo de novo. Caramba de pesadelo esse que a gente tá vivendo.

Hoje foi um dia estressante pra Vivi, mas agora ela tá bem, curtindo o dia morno.

Vivi deitada de barriga pra cima no sofá.

Cheguei no episódio 13 da primeira temporada de Community, e o Jack Black tá nele. Lembra quando Community tinha atores convidados? O que um orçamento não fazia…

O primeiro blog que eu fiz na vida, o Esporo, vai fazer 14 anos na próxima sexta-feira. Eu acabei de subir um redesign dele.

O Esporo agora é mais velho do que eu era quando criei ele em agosto de 2005. Que loucura.

Terminei de rever The Office ontem e comecei a rever Community e é muito estranho como o Abed e o Troy não aparecem muito nos primeiros episódios. Até a Shirley e a Annie, que acabam tendo papeis menores no fim da primeira temporada, tem mais arcos. É bem legal ver como o grupo funciona antes do Abed ser o núcleo deles, mas eu também acho que Community melhora muito quando os traços de personalidade dos seus personagens se desenvolvem mais no meio da temporada.

Vivi descansando depois de um dia estressante.

Vivi espreguiçada no sofá em um dia de sol no inverno

Sobre tirinhas e sanduíches

Isso é um post sobre um post. Um meta-post, como o Abed diria em Community.

Eu escrevo vários posts pro Pão com Mortadela ao mesmo tempo. Eu tenho uma pasta no iCloud e fico trabalhando em vários posts alternados. As vezes eu tô com vontade de escrever sobre uma série e as vezes eu lembro de um detalhe de um filme que vale um post, e quando eu acho que um deles tá suficientemente bom eu agendo pra quarta-feira seguinte. E assim continuo trabalhando neles.

O post de ontem, Como as tirinhas salvaram a minha vida, é um dos que eu trabalhei por muito tempo (relendo ele agora vi que precisa de umas revisões!). E mesmo depois de pronto, há umas duas semanas, eu deixei guardado. Esse é um post importante pra mim, na verdade, e eu precisava ficar em paz com a ideia de ele existir pra então publicar ele. É a primeira vez que eu escrevo algo sobre o que aconteceu comigo nesses dois últimos anos, o porquê de eu ter desaparecido da vida de várias pessoas e me exilado da vida.

Mas eu acabei achando conforto em coisas muito pequenas nesse ano. Quando eu realmente me afundei no isolamento, no ano passado, eu parei de escrever completamente. Eu tava ficando cada vez mais insuportável dentro da minha própria cabeça e foi assim que eu decidi voltar com uma coisa que eu sempre gostei muito de fazer: escrever no PCM.

Nos últimos dois anos eu escrevi pouquíssimo no PCM. Em 2018 eu só escrevi um único post. Minha grande meta desse ano era manter alguma certa regularidade. Na maior parte do ano eu consegui, publicando um post por semana todas as quartas. Isso tem sido bastante terapêutico pra mim. Eu passo meus finais de semana escrevendo sobre algo que eu assisti, li, joguei ou ouvi durante a semana, e esse processo acaba me esclarecendo alguns detalhes sobre mim mesmo que eu acho que eu perdi de 2017 pra cá.

Tá sendo um processo de redescoberta interessante esse. O PCM existe desde 2012 e há muita coisa que eu escrevi ali antes da minha crise, e agora eu quero que exista bastante coisa depois também. O post de ontem é importante pra mim porque é um ponto de virada, eu acho: a partir daqui, meus posts são mais pessoais. Eles ainda são sobre aquilo que eu gosto ou algo que eu descobri na última semana, mas eles servem tanto pra informar quanto pra eu entender algo sobre mim mesmo.

Acho que foi bacana eu escrever sobre tirinhas por causa disso. Foi uma das coisas que eu redescobri esse ano, junto com a escrita. Elas também me fazem bem, também me ajudam a me entender e aliviam muito da ansiedade com que eu vivo. Eu comecei uma carreira cedo e me iludi ainda mais cedo de que eu podia fazer algo grande ou ir longe. Quando a realidade bateu e eu vi onde eu tava com a minha vida, o baque foi imenso e eu duvidei muito, e por muito tempo, de que eu ia conseguir sair do buraco que eu tinha me metido. Esses últimos meses escrevendo pro PCM, e lendo Peanuts diariamente, me ajudaram a entender que não tem buraco e não tem essa de “ir longe”.

Eu tô reconstruindo minha vida e o meu eu aos poucos agora, e tá sendo divertido e tortuoso ao mesmo tempo. Mas eu não tô mais desesperançoso, e eu tô feliz que tem gente ao meu redor. Desde meus colegas do meu primeiro emprego aos meus amigos do ensino fundamental, eu tenho gente muito especial perto de mim e que me ajudou, mesmo sem saber, a passar por tudo isso. E aquilo que eu criei com o PCM também. É uma pena que eu demorei muito pra enxergar isso, mas eu espero não esquecer mais o quanto aquele blog é especial pra mim.