Irrelefante

Todos os posts publicados em 10/2010

Três filmes

O filme de aniversário desse ano, “Onde Vivem Os Monstros”, é aquele tipo de filme que eu amo ver. Lindo e profundo em seu conteúdo. Cada cena, cada metáfora, é milimetricamente pensada para ajudar o garoto Max em sua jornada para entender sua infância. Uma jornada clara, pode-se dizer, que todos passaram e vão passar. Por mais atordoante e estranha que essa fase seja, ela tem um fim. E, após ele, só sentimos saudade. É o que Max vê: não se pode viver nesse mundo de imaginação para sempre.

“(500) Dias Com Ela” é um dos filmes mais deliciosos que já vi. Tudo nele é acertado: a música está no lugar certo na hora certa; as cores que aparecem em cada cena, que são escolhidas a dedo para lembrarem da Summer; as atuações são fantásticas; o roteiro é muitíssimo bem bolado. Mesmo assim, se tem algo que supera tudo isso, é pequena Chloe Moretz, que simplesmente arrasa nos papéis que faz. Ótimo. Revejo mais de 500 vezes.

“O Profeta”, filme francês vencedor do Grande Prêmio em Cannes no ano passado. É sensacional e incomparável. Não vi uma trajetória de personagem tão instintiva e absurdamente sensorial que essa. Incrível. Poderoso. Um dos melhores.

Uma amiga que parece a Patty

Patty é uma garota chata da turma do Peanuts, que aparece nas tiras até 1960. Ela é feminista, brigona, chata e tudo o mais. Lógico, vive brigando com o Charlie Brown e chamando ele de perdedor. E eu tenho uma amiga assim.

Marciele, ela provavelmente vai viver comigo até 2012, se tudo der certo e não reprovarmos nenhum ano.

Sim, ela é chata, birrenta, feminista e parece rapadura – se esfarela toda. Não gosta que pessoas digam que um pedaço de faixa-de-entalar sirva como fantasia nem que festas do colégio sejam alteradas e se transformem em mateadas.

É a Marciele. Chata. Muito. Louca também, mas eu sou mais então não conta. Mas é a Marciele.

Abraços, meu bicho de estimação.

Como deixei de me preocupar e a amar um blog.

Hoje eu deixei de me preocupar.

Li uma tira de Peanuts hoje que dizia algo como “não há nada mais belo no mundo do que uma pessoa deixando uma preocupação de lado”. E é verdade.

Sabe, é primavera, e esse negócio de se preocupar só me faz parecer velho e cansado. Por isso parei. Comecei a escrever, o que é ótimo. Escrever faz bem.

Não digo que agora só vou escrever. Duvido muito, nenhum blog meu dura mais que seis meses, mas agora decidi não me preocupar mais, principalmente com isso. E com o fato de que a porra da locadora aqui não trouxe o DVD do Un Prophète. Detalhes, talvez eu consiga em PoA.

Talvez, mas não é certo. Mas também, não vou me preocupar com isso.

Bom fim de tarde para vocês.