Irrelefante

Todos os posts publicados em 05/2018

A trilha-sonora de Lean On Pete

Eu não consigo parar de pensar em Lean On Pete, o novo filme do Andrew Haigh (e que eu tô suspeitando que não vai ser lançado nos cinemas por aqui). É um lindo filme, que tem aquela simplicidade e intensidade dos outros filmes do diretor. E isso não é pouca coisa, porque Weekend, 45 Anos e Looking são alguns dos meus filmes favoritos dos últimos anos.

Agora contemplem por uns instantes a música composta para Lean On Pete. Ela por si só já é belíssima. Tá sendo a minha companheira nos últimos dias.

A Capcom anunciou uma versão de Resident Evil 7 para o Nintendo Switch. É necessariamente diferente daquelas do PlayStation 4 e do Xbox One: não porque o jogo foi visualmente capado (como Doom, L.A. Noire e Skyrim), mas porque ele é um streaming.

Resident Evil 7: biohazard Cloud Edition parece ser mais um experimento por parte da Capcom por enquanto. Anunciado apenas para o Japão por enquanto, o jogo requer conexão com a internet constante (e, pelo visto, bem boa) pra que tu possa jogar o streaming dele de forma aceitável.

O que me fascina é quanto essa ideia cai bem com o Switch, e como ele parece ser a plataforma mais fundamentalmente errada pra ele. O Switch não tem sinal de celular, só se conecta por wi-fi (Ethernet só através de adaptadores) e é feito pra tu sair na rua jogando. RE7 Cloud parece ser um jogo apenas pra sua sala de estar, então — aquele ícone que vai ficar inacessível pra ti na tela Home enquanto tu pega o trem pro trabalho, mesmo que aqueles 40min sejam perfeitos pra tu matar uns zumbis.

Eu quero muito ver como esse jogo vai funcionar, e eu espero que sua performance seja boa e compense. É uma boa forma de adaptar os catálogos dos outros videogames mais poderosos pro magrelo da Nintendo — mas é algo que seria fundamentalmente melhor em um futuro Switch 2, se esse aceitasse sinal de celular. RE7 Cloud é, no final das contas, como o próprio Switch: um experimento pra que no futuro as duas tragam algo melhor.

Os filmes de Cannes que eu quero ver, edição 2018

Todo ano eu fico meio assim com Cannes, porque lendo a lista dos selecionados nada parece muito empolgante. “Ah, um novo do Von Trier! Quanto será que ele vai me irritar agora?” foi a reação mais forte que eu tive ao conferir a lista no início do mês. Agora que o festival acabou, que o Notebook já viu de tudo e postou notas sobre eles, eu começo a ficar interessado nas coisas tudo e preciso correr atrás.

Pra me organizar e acompanhar esses filmes, aí vai a lista do que eu quero ver de Cannes esse ano:

Competição:

  • Everybody Knows: o novo do Asghar Farhadi com Pelenope Cruz. Abriu o festival com críticas mornas, mas eu não consigo não me empolgar pra um novo do Farhadi. Ou da Penelope Cruz. Parece uma delícia de assistir.

  • O Livro de Imagens: eu lembro quando fiquei sabendo que Filme Socialismo tinha sido selecionado pro Un Certain Regard e tinha me deixado completamente fascinado pelo trailer. Eu vi o filme com o João no laptop no meio de uma aula de programação. Mal posso esperar pra ver esse (que levou uma Palma especial???).

  • Sorry Angel: eu só li sobre esse filme hoje, mas é um conto gay do Cristophe Honoré que não fez muito barulho. Exatamente o meu tipo de filme.

  • Shoplifter: assistir o vencedor da Palma é sempre obrigatório. Esse ano que parece que eles finalmente deram a Palma pro merecedor (algo que não acontecia desde o quê, 2011?), finalmente é empolgante. Kore-eda é lindo sempre, vamo ver esse aqui.

  • Under the Silver Lake: foi bem mal recebido mas eu gosto muito do It Follows então ok.

  • BlacKkKlansman: puta merda se esse filme não parece tudo o que eu sempre quis ver do Spike Lee e que ele chegou muito perto com Chi-Raq.

  • Guerra Fria: o novo filme do diretor de Ida parece lindo e muito triste, bem o que eu gosto mais em Ida.

  • 3 Faces: Panahi homenageando Kiarostami? Muito minha cara.

  • Feliz como Lazzaro: o mais intrigante da competição e que parece lindo. Vai ser lançado por aqui pela Netflix e eu tô triste.

  • The Wild Pear Tree: o novo do Ceilan (que ganhou a Palma em 2015) fechou a competição e não fez muito barulho. Mas tem quase três horas e todo filme dele é como assistir uma homilia. Lindo, misterioso e que fica na tua cabeça por algum motivo indefinido.

Fora de competição e exibições especiais:

  • A Casa que Jack Construiu: eu não tenho interesse nenhum em um filme que o Von Trier parece embelezar sua própria misoginia, mas ao menos isso vai dar uma boa sessão + cerveja com o Erê.

  • O Grande Circo Místico: do Carlos Diegues. Parece lindo.

  • Dez Anos na Tailândia: novo do Joe & amigos, caralho.

  • Fahrenheit 451: vai vir pro HBO, é claro que eu vou ver.

Un Certain Regard:

  • Long Day’s Journey Into Night.

  • Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos: levou o prêmio do júri e foi o queridinho da crítica esse ano. Que orgulho.

  • Dunbass: o novo do Loznitsa (eu ainda quero assistir o Uma Criatura Gentil dele, esquecido na competição do ano passado) é simplesmente o filme que eu mais quero ver de Cannes esse ano.

Semana da Crítica:

  • Wildlife: esse filme do Paul Dano parece bom demais pra ser verdade.

Quinzena dos Realizadores:

  • Pássaros de Passagem: novo filme da equipe de O Abraço da Serpente, um dos meus filmez favoritos dos últimos anos. Um drama familiar no meio do conflito do narcotráfico colombiano. Parece lindo.

  • Climax: o novo do Gaspar Noé que tão dizendo ser o melhor dele!!!!

Bastante coisa esse ano. Queria ter visto um James Gray ou uma Claire Denis nessa lista também, mas ainda tem Veneza, né.

Resumo da semana no. 1

Essa semana eu comecei a trabalhar (!!) depois de quase cinco anos sendo um reles freelancer fazendo sitezinhos bacanas por aí.

Isso significa que eu não consegui assistir tantos filmes como eu andava assistindo ultimamente, pra minha tristeza (mas ei, agora eu vou ter dinheiro pra ir no cinema, eventualmente!). Como eu ficava bem cansado quando eu chegava em casa (mas essa semana provavelmente vai ser bem mais tranquilo), eu acabava assistindo apenas um ou dois episódios do meu remédio pra viver, Gilmore Girls, mas me dediquei esse final de semana a ver só coisa boa:

  • Jacquot de Nantes (Agnès Varda, 1991): uma homenagem da Varda pro seu marido falecido no ano anterior, Jacques Demy. É, como qualquer outro filme da diretora, uma delícia de assistir: cheio de adendos dela sobre como Demy se relacionava com as memórias de sua infância, e um verdadeiro sentimento de saudade. Recomendo muito, mas corre que sai do MUBI amanhã à noite.

  • Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce 1080 Bruxelles (Chantal Akerman, 1975): uma das obras primas da Akerman, esse filme de mais de três horas olha com um cuidado quase cirúrgico pra rotina da personagem título. É fascinante ver como, mesmo observando cada detalhe dela e dos seus afazeres, a gente acaba sabendo tão pouco sobre quem ela é e o que ela pensa. E sobre como ela se vê dentro daquela casa. Entrou no MUBI essa semana, mas aproveita uma folga pra assistir.

  • Close-up (Abbas Kiarostami, 1990): o mais aclamado filme de Kiarostami, e eu acho que talvez a mais incontestável obra-prima dele. É um lindo retrato de um homem que queria ser outra pessoa — como todos os personagens de Kiarostami querem — e que acaba encontrando na mentira um atalho pra descobrir uma verdade. É um dos meus filmes favoritos.

Essa semana quero ver mais! Tem dois do Fellini, mais Lean on Pete, do meu querido Andrew Haigh. E preciso jogar mais Zelda, tô com saudade de Hyrule.

Poucos sabem mas eu tuito muito., O curioso é que nunca pelo Twitter. Quer dizer, até ser descontinuado em março eu tuitava pelo aplicativo oficial do Twitter para o macOS, meu aplicativo favorito desde 2010.

Desde março eu uso o Tweetbot, tanto pra macOS quanto pra iOS. Eu tenho meus poréns mas no geral é um baita app — desenvolvido cuidadosamente e com qualidade em cada detalhe. Quando ele me irrita, é geralmente porque ele oferece mais recursos no meu caminho do que eu realmente preciso.

Parece que vão ter mais recursos agora, porque a nova versão do Tweetbot foi lançada. Eu gosto da maioria das mudanças, mas a UI tá ainda mais superpopulada de “recursos”. Vou demorar um bocado pra me acostumar de novo.

Nessa ultima semana eu fiquei estudando uma maneira de como postar no blog pelo iPhone, agora que uma boa parte dos meus dias vai ser na estrada.

E pelo visto eu consegui!

Vou postar um pequeno tutorial ainda hoje explicando como eu fiz isso, pra quem quiser experimentar ou expandir a ideia. Aprendi um bocado sobre como os apps se relacionam no iOS com isso.

A notícia de ontem que Brooklyn Nine-Nine foi cancelada estragou o meu dia. Eu acho que eu nunca fui tão protetor de uma série como essa desde quando Community foi cancelada pela NBC (e depois voltou no Yahoo! Screen, porque comédia era pouco pra essa série).

Brooklyn Nine-Nine funciona pra mim de um jeito parecido com Gilmore Girls. É o meu conforto depois de um dia difícil ou o encerramento de um bom dia. Holt é o meu heroi, Rosa é o sonho do que eu quero ser quando crescer. Amy é a Britta escrita melhor. Até o Peralta, que no início foi o que me deixava meio longe da série, eu aprendi a gostar — ele é um exemplo de como desconstruir a masculinidade que a TV preza tanto. Mais do que tudo, B99 é exatamente aquilo que eu preciso assistir pra ter uma noite tranquila de sono, e é exatamente aquilo que eu gosto de assistir uma tarde inteira de um sábado, porque é simplesmente divertido demais. É uma série de um bando de gente diferente que se aceita e aprende a conviver junto, mesmo quando o comportamento de algum deles beira ao insuportável. É tão bom ver uma amizade tão saudável na TV.

A Kathryn VanArendonk escreveu melhor o que é perder B99:

I live in hope that Brooklyn Nine-Nine will be rescued by some other outlet. But I know that the ratings of the show got to this point at least in part because its best qualities were never flashy or buzzy. It was never telegraphing its politics or drawing controversial attention to itself. A show about a bunch of goofs who love each other and are kind to each other does not get the same hand-wringing attention as a character with a MAGA hat.

Não é a série mais improvável de existir em outra rede. A audiência é bem mais estável do que a maioria dos shows salvos nos últimos anos. Mas mesmo que não volte em outro lugar, eu espero que ao menos a dor de perder um programa tão bom assim mostre que a gente precisa de mais coisa assim, que preza uma humanidade e uma bondade que a TV parece não interessada em uma era pós-_Breaking Bad_.

Highland 2 me ajudou a escrever mais

A Quote-Unquote Apps lançou hoje o Highland 2, a nova versão do seu app de escrever roteiros.

Eu testei o Highland 2 nos últimos meses, e ele me ajudou a voltar a escrever, e a escrever mais. Ano passado eu tive um sério bloqueio de escrita, não só por causa da monografia, e o beta desse app foi uma das coisas que me ajudaram a superar esse bloqueio em março desse ano.

Muito disso veio da fluidez que é escrever no Highland. Ele usa uma linguagem de formatação chamada Fountain, uma espécie de Markdown feito pra escrever roteiros. Antes do Fountain (e do Highland) eu escrevia e formatava roteiros com um modelo que eu fiz no Pages usando uma série de atalhos pra estilizar diálogos, cenas e parentéticos. Com o Fountain, essa formatação é automática através da utilização de alguns caracteres.

Tipo assim: simplesmente escrevendo algo em caixa alta e quebrando a linha depois:

ELIZA
Eu lembro de quando eu e o Miguel…

Faz com que o Fountain “interprete” isso como um nome de personagem e uma fala:

Exemplo de um diálogo formatado no Highland

O mesmo acontece com guias de ação (CORTA ou CONTINUA). O Highland ainda suporta notas e escaletas, então tu pode comentar, apenas colocando o = antes, alguma nota. É algo muito útil pra “guardar” observações que tu tenha durante o teu processo de escrita. Eu tô sempre reconsiderando e revisando meus textos, e uso as notas extensivamente pra guardar ideias que eu possa expandir no roteiro. O Highland faz com que a gente se preocupe mais com as ideias que precisam ser postas na página do que formatar essa página — isso ele faz enquanto a gente escreve. É ótimo e libertador.

Esse tipo de coisa me ajudou a estabelecer um fluxo de escrita, e deixou minhas ideias correrem mais soltas. Claro, o Highland sozinho não salvou o meu dia (foi uma série de coisas, entre elas ler todos os dias antes de trabalhar), mas foi fundamental pra eu manter um ritmo de criar roteirinhos de cinco minutos quase que diariamente. Eu espero publicar alguns deles por aqui.

O Highland 2 está disponível de graça na App Store do macOS. Para recursos avançados, como remoção de marca d’água e modo Sprint (que eu nunca usei), é necessário comprar a versão completa dentro do app, que custa cerca de R$ 100. Valeu a pena pra mim, mas a versão básica já é suficiente pra começar a escrever mais.

Por mais que eu ame o meu Switch, eu fico abismado como a Nintendo cometeu uns erros inacreditáveis no projeto. Pra mim, o pior deles é o que impede que tu carregue o Switch enquanto usa ele no modo tabletop. Como a porta USB-C fica na embaixo do console, você não pode carregar ele enquanto usa o Switch em pé — mas a Nintendo vai resolver isso com um acessório.

Eu vou te dizer que foram poucas as vezes que eu usei o modo tabletop. Ele é bom em momentos bem específicos, como quando tu tá na casa de um amigo e não levou o dock e vocês querem jogar uma partida de Mario Kart 8. Eu uso especificamente quando estou em algum lugar longe do meu dock e quero jogar Super Mario Odyssey, que precisa dos acelerômetros dos Joy-Cons pra algumas ações específicas. Mas, como eu não sou um fã de Odyssey, eu nunca joguei ele muito longe da TV.

O problema é que eu não consigo imaginar uma empresa fazendo uma decisão dessas, colocando a entrada de força do videogame em um lugar inacessível em um dos modos que tu pode jogar ele? A bateria do Switch é boa (comigo dura em torno de cinco horas), mas jogar um cup do Mario Kart reduz a bateria em uns bons 10%. É impressionante que ele seja desenhado de tal forma — mas é mais um dos problemas do Switch que abriu todo um mercado de acessórios, e que agora a Nintendo vai entrar com uma opção mais cara (mas aparentemente mais robusta, o stand parece estabilizar bem o console).

O tabletop é com certeza o modo mais mal pensado do Switch. O pé que fica atrás do console é um plasticozinho sem vergonha que eu sem querer arranquei ao colocar o Switch no dock com o pé aberto já na primeira semana de uso. É uma ideia boa mas executada de uma forma tão ruim que a própria Nintendo parece ciente, antes de lançar o videogame, que as pessoas arrancariam o pé com frequência — há uma mensagem no canal de notícias avisando que, se tu fizer isso e o pé sair do videogame, é só encaixar de novo.

Vale lembrar também que a Nintendo ama amontoar seus videogames em cima das coisas.

Então hoje eu acordei meio que inspirado e decidi que ia sentar e deixar o Pão com Mortadela de um jeito que preste. Acho que consegui.

Algumas mudanças:

  1. Agora dá pra acessar posts através de categorias.
  2. Removi as imagens de capa dos posts nos índices pra deixar o carregamento mais rápido.
  3. Dei um ~upgreide~ na tipografia, tá bem melhor de ler.
  4. Uns tapa nos espaçamentos porque plmdds.
  5. Tags agora funcionam!!! Finalmente Arthur!

Ainda falta:

  • Navegação entre posts.
  • Nuvem de tags (como a que tem aqui no Irrelefante).
  • Rolagem infinita? Talvez?
  • Schema através do JSON-LD.
  • Página de sobre e de enviar dicas. (importante!)

Espero escrever sobre o futuro do PCM essa semana.

Eu tenho o Switch há quase um ano mas eu continuo me impressionando com isso e aquilo.

Hoje eu acordei cedo (muito cedo) e fui jogar um pouco de Zelda. Eu tinha esquecido os controles fora do videogame e pensei que eles tinham ficado sem bateria, mas não. Eu nunca joguei a ponto da bateria dos joy-cons acabar, e eu já fiz umas partidas de mais de cinco horas seguidas.

É uns detalhezinhos como esse que fazem o Switch valer muito a pena. Ele parece que tá sempre pronto pra jogar, não importa quando nem como.

A notícia que o Pocket Casts foi comprado por uma parceria entre emissoras de rádio americanas (incluindo a NPR e a WBEZ–Chicago) e pelos produtores do This American Life (e Serial e S-Town) me deixou dividido. Eu adoro ouvir os podcasts do TAL, e o NPR é ultimamente um dos sites que eu mais gosto de ler. Saber que eles compraram o meu app favorito pra ouvir os podcasts deles é algo que me deixa na dúvida.

Segundo o anúncio, nada deve mudar imediatamente (inclusive só faltou eles sublinharem, porque o post repete isso várias vezes), e o foco do Pocket Casts vai continuar sendo, bem, em tocar podcasts. Um dos motivos da aquisição, pelo que diz a Shifty Jelly, é que eles acreditam que o formato de podcasts deva permanecer aberto e colaborativo, algo que as organizações como NPR e WBEZ acreditam, também.

Mesmo assim é estranho em pensar que o app foi comprado por produtoras de conteúdos que tocam nesse app. Não dá pra não pensar que o interesse seja nas estatísticas de ouvintes e métricas de como se ouve. Eu não sei se o Pocket Casts rastreia essas informações, e eu não sei quais são os próximos planos. Eu espero que não me forcem a ouvir o podcast de filmes deles ao invés do meu querido The Next Picture Show. Daí eu vou considerar mudar pro Overcast.

(Obrigado Emanuele pelo aviso).

Pelo que a Kotaku tá vendo no Japão, o Labo não tá vendendo muito bem. Os números também não são muito bons no Reino Unido, segundo o Eurogamer.

É uma pena porque aparentemente o Labo é uma alternativa bacana e mais barata pro VR, uma tecnologia que eu provavelmente não vou ir atrás. Tem gente revivendo Jungle Beat de um jeito tosco, por exemplo. É muito bacana ver um videogame virar uma plataforma pras pessoas criarem algo assim.

Eu acredito que o Labo venda melhor a longo prazo, principalmente em datas como natal e dia das crianças, porque é tipo Lego. Acaba tendo pernas mais compridas porque não depende só da expectativa da primeira semana, e sim do quanto os projetos do Toy-Con Garage conseguem manter o interesse do público. Parte desse trabalho é da Nintendo de continuar expandindo a linha de maneiras mais interessantes (e pelo visto eles tão trabalhando nisso).

O Labo é um projeto super bacana que pode crescer e virar algo realmente impressionante (pra procurar um precedente, é só considerar que o Joy-Con é basicamente uma evolução do Wii Remote). Teve um cara que fez ele controlar uma cadeira de rodas: