Irrelefante

O que eu assisti… é um pequeno post todas as manhãs sobre o que eu assisti no dia anterior.

Dois homens riem em uma festa

Looking: O Filme (Looking: The Movie, 2016)

Tava feliz que eu tinha revisto alguns bons amigos depois de meses deles terem se mudado pra outra cidade, e decidi rever um filme que é basicamente sobre isso. Eu tenho certeza que Looking: O Filme é um dos maiores fan-services já feitos, mas é um dos melhores também. Os showrunners Michael Lannan e Andrew Haigh criam aqui uma versão da série que cabe muito bem em um filme: um final de semana em que Patrick volta para ver seus amigos depois de fugir de um relacionamento que ia afundar, e se depara com todas as formas que os conflitos que ele não terminou continuam existindo. Haigh é um diretor incrível que cria diferentes dimensões que Patrick precisa atravessar: a cada encontro ele precisa subir uma escada, sair de um túnel ou atravessar um espelho quase que literalmente. Quando alguém finalmente faz isso pra ele, no clímax, é um dos momentos mais belos que a série já fez.

Dirigido por Andrew Haigh, assisti na HBO Go.

Homem nu cobre suas partes íntimas com um porta-retrato

Um Peixe Chamado Wanda (A Fish Called Wanda, 1988).

Eu nunca demorei tanto pra rir em Um Peixe Chamado Wanda como nessa revisão, mas eu também nunca ri tanto depois que começou. Continua sendo extremamente divertido e surpreendente, e cada vez mais um reflexo de duas culturas que se embatem e são necessariamente muito parecidas. É também um filme muitíssimo livre sexualmente, mesmo que não exiba nada gráfico, e espirituoso tanto na demonstração do sexo quanto da violência. É uma obra-prima em como construir personagens e piadas sem se preocupar em levar um tempo, porque sabe que vai retribuir cada segundo dessa confiança do espectador com uma situação necessária. É surpreendente como a gente não ri tanto deles pelo que eles são, mas como o que eles são acabam fazendo com eles. Coitada da peixe chamada Wanda também.

Dirigido por Charles Crichton, assisti no Popcorn Time.

Mãe em uma loja de roupas com sua filha adulta e sua filha adolescente

Sharp Objects, 1x5: Closer (2018)

Essa primeira temporada de Sharp Objects (e talvez única, mas é incerto se toda a minissérie da HBO que faz sucesso vai virar série como Big Little Lies fez) é surpreendente, e cada vez mais interna: Camille está mais e mais próxima de um embate com a mãe, e o golpe dessa semana — ter a certeza de que a mãe nunca a amou, o que ela mesmo confirma com uma calma mortal — pode ser definitivo. É uma descida ao caos interno de Camille que é surpreendente (e Amy Adams é fantástica a cada segundo do episódio), mas a série não para de começar e estender arcos narrativos de outros personagens e dos crimes que catapultaram a narrativa toda, e eu não sei se os próximos três episódios vão conseguir balancear tudo muoto bem. É esperar pra ver.

Dirigido por Jean-Marc Valée, criada por Marti Noxon. Assisti na HBO Go.