Irrelefante

Os Nindies são a arma secreta do Switch

Ask 10 different people to name 10 different ports they’d like to see on Switch, and you could get a hundred different answers. Most of them would probably be decent choices, too. Bayonetta came out for the PlayStation 3 and Xbox 360 in 2009. Bayonetta 2 released on the Wii U in 2014. Both didn’t find as big of an audience as they deserved the first time around, and combined they proved to be one of the best anthologies you could buy when they arrived on the Switch this past February. Bayonetta 2 + Bayonetta 1 is hardly alone in that regard, though.

Another Direct in March revealed a new Smash Bros. as the console’s big end-of-year release, but beyond that, more ports, like Okami HD and and Captain Toad: Treasure Tracker. Most recently at E3, Nintendo revealed a new Mario Party game would be headed to the Switch in October, but two of the biggest announcements were that ports of Fortnite Battle Royale and Hollow Knight, two of last year’s best games, would be available to download on the Switch starting that day. There’s a case to be made that June has been one of its strongest months yet in terms of releases.

Esses parágrafos vieram de um post na Kotaku, Switch Is A Port Machine, And I Love It. É verdade, a Nintendo tá preenchendo o seu calendário de lançamentos com ports. Ano passado, entre The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Splatoon 2, Mario Kart 8 Deluxe e Super Mario Odyssey com ports de indies, e esse ano entre Donkey Kong Country e Smash Bros. temos de tudo: Fortnite, Firewatch, Okami, e até mesmo Crash.

Eu ando com uma impressão há um tempo já que eu estou comprando bem mais indies no Switch do que na minha loja favorita, o GOG. Primeiro por causa da praticidade: meu MacBook não tem muito espaço em disco, e eu acho um saco ter que ficar instalando eles no meu HD externo. E por causa da conveniência, também. O Switch é uma plataforma que eu posso jogar antes de dormir, no colo, ou sentado no sofá, com as luzes todas apagadas, com um sistema de som e imagem decente. Jogos como LIMBO e Inside nunca ficaram tão lindos.

Os indies que estão vindo às levas, todas as semanas, pro Switch são uma benção, e a melhor companhia pros blockbusters da Nintendo. Geralmente são versões experimentais das fórmulas consolidadas de Mario e Zelda, ou coisas que a Nintendo mesmo nunca faria. Isso é ótimo. Se o Wii U tinha um problema, era que tinha apenas jogos da Nintendo ou variações de franquias que se baseavam com força nos parâmetros da empresa. Uma das várias lições que ela pareceu ter aprendido, então, é que variedade é tudo.

Convenhamos, o Switch não é nem um pouco tão poderoso quanto seus concorrentes, e isso mata o suporte que grandes jogos como Call of Duty, Battlefield, Assassin’s Creed e Grand Theft Auto. Tá aí um público que o Switch não vai conseguir mexer, mesmo com os ports de Skyrim, L.A. Noire e Doom fazendo o impossível de tirar visuais de última geração de um chip de celular. A solução é investir em títulos indie e chamar um outro tipo de público adulto: com jogos como Gorogoa e Night in the Woods, que lidam com temas que nenhum blockbuster ainda tem coragem de lidar.

Não é a situação perfeita? Não é, mas a Nintendo tá ao mesmo tempo variando a sua biblioteca de uma forma fantástica e teoricamente bem menos cara do que investindo em trazer AAAs que nunca vão ser bem executados nesse portátil. Poder jogar LIMBO na cama é um deleite, e a experiência de ter Night in the Woods na TV com o home theater mudou toda a minha percepção do jogo. E agora eu mal posso esperar pra jogar Kentucky Route Zero numa madrugada na frente da TV. Quem diria que esses títulos, que lidam com temas como depressão, dívidas e morte, estariam lado a lado de Breath of the Wild e Odyssey. É um ótimo jeito de variar os grandes jogos da Nintendo com os grandes pequenos jogos dos Nindies.