Irrelefante

Todos os posts sobre links

A notícia de ontem que Brooklyn Nine-Nine foi cancelada estragou o meu dia. Eu acho que eu nunca fui tão protetor de uma série como essa desde quando Community foi cancelada pela NBC (e depois voltou no Yahoo! Screen, porque comédia era pouco pra essa série).

Brooklyn Nine-Nine funciona pra mim de um jeito parecido com Gilmore Girls. É o meu conforto depois de um dia difícil ou o encerramento de um bom dia. Holt é o meu heroi, Rosa é o sonho do que eu quero ser quando crescer. Amy é a Britta escrita melhor. Até o Peralta, que no início foi o que me deixava meio longe da série, eu aprendi a gostar — ele é um exemplo de como desconstruir a masculinidade que a TV preza tanto. Mais do que tudo, B99 é exatamente aquilo que eu preciso assistir pra ter uma noite tranquila de sono, e é exatamente aquilo que eu gosto de assistir uma tarde inteira de um sábado, porque é simplesmente divertido demais. É uma série de um bando de gente diferente que se aceita e aprende a conviver junto, mesmo quando o comportamento de algum deles beira ao insuportável. É tão bom ver uma amizade tão saudável na TV.

A Kathryn VanArendonk escreveu melhor o que é perder B99:

I live in hope that Brooklyn Nine-Nine will be rescued by some other outlet. But I know that the ratings of the show got to this point at least in part because its best qualities were never flashy or buzzy. It was never telegraphing its politics or drawing controversial attention to itself. A show about a bunch of goofs who love each other and are kind to each other does not get the same hand-wringing attention as a character with a MAGA hat.

Não é a série mais improvável de existir em outra rede. A audiência é bem mais estável do que a maioria dos shows salvos nos últimos anos. Mas mesmo que não volte em outro lugar, eu espero que ao menos a dor de perder um programa tão bom assim mostre que a gente precisa de mais coisa assim, que preza uma humanidade e uma bondade que a TV parece não interessada em uma era pós-_Breaking Bad_.